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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Codinome Personalidade

Por Pietra Luah Reis

Carolina Zimmer é uma garota de 21 anos que ama qualquer coisa dos anos 80, música, filme,etc. Com um jeitinho de publicitária Carol cursa o primeiro semestre de jornalismo na Unisinos, sua irmã gêmea faz Publicidade e Propaganda. Conheci Carolina em uma apresentação que me deixou muito curiosa, ela se apresentou ressaltando ser da Religião Umbanda e sem medo do que as pessoas iriam pensar. Após a entrevista posso dizer que Personalidade é o codinome de Carolina.

Como chegou na Umbanda e o que fez ficar?
Frequento a terreira da tia da minha prima, eu já tinha ido pra tomar passe, só tomar passe e e a minha prima começou a trabalhar lá . Não to a muito tempo, não faz nem um ano. Eu ja fui em igreja católica, já fui em espirita, já fui em tudo que é igreja e nada me fez sentir tão bem quanto me sinto lá, eu adoro, amo de paixão estar lá. Agora agente vai sempre, não vai sá em dia de tomar passe, vai quando tem festa...
Tem vontade de receber entidade algum dia?
Agente tava falando uma vez com a mãe de santo, a dona da Terrera no caso, eu falei que tava indo mas eu não queria só ir e tomar passe. Eu quero fazer mais sabe, lá agente ajuda, da um caminho de fé. Então o que ela falou pra nós:` Tu tá aqui já` - e eu, a minha irmã e minha prima, sempre tivemos uma espiritualidade acentuada e dai tu vai pra um lugar assim e “vai entrando”... mas se eu vou recebe algum dia se vou trabalhar com isso não sei.

Tu e tua irmã são parecidas?
Sim, univitelinas.
Mas assim, estilo, jeito, gosto...?
Sim, tudo, igual! Tipo eu não acho, mas eu sei que é tipo: eu vou comprar uma roupa eu compro a dela também , eu sei do que ela vai gostar , do que não vai, o que eu uso ela usa. Musica, filme, tudo igual, só a personalidade é diferente. Eu tenho a personalidade mais forte que ela ai todo mundo já diz: “essa aqui é a mais brabinha.”
E em casa, isso de ter irmã da mesma idade, vocês sempre foram amigas, brigavam?
Eu sempre falo, ate eh pecado mas: se um dia a minha irma morrer eu morro junto, porque bah , eu não sei, eu acredito que nada e por acaso, acho que tudo que tem pra acontecer pra ti vai acontecer, e não foi por acaso que agente nasceu juntas. Temos uma ligação muito forte. As vezes o que eu to pensando ela também tá. Tipo,eu não sinto dor que ela ta sentindo. E essa nossa prima também, agente tem uma ligação muito forte. E nada é por acaso, eu acredito em vidas passadas, então tem alguma coisa que já teve ou vai ter, não sei.

Porque o jornalismo?
A, não sei, desde pequena eu sempre quis ser jornalista. Não sou muito de escrever, não tenho ninguém na familia que é jornalista... Mas sempre tive essa coisa de Jornalismo, nunca pensei em outra coisa, uma vez ate pensei em fazer letras mas foi muito pouco. Sempre falei, quero fazer jornalismo, mas tava sempre muito distante, não ter dinheiro e ter que trabalhar, estudar... Mas agora eu consegui. Estamos aqui.
Tem algum foco como jornalista?
Eu tava pensando hoje de manha "jornalismo investigativo, acho que seria uma boa pra mim", eu sou muito curiosa, gosto de saber o que que é de quem é, se tiver que mentir eu minto...
Uma coisa bem detetive, Sherlock Holms? Eh, isso, acho legal tipo ` quero uma informação` e sai correndo, eu quero essa vida pra mim, por isso acho que sempre quis jornalismo.

Que tipo de múcia tu gosta?
Amo música, filme dos anos 80, tudo dos anos 80 eu gosto! Eu tenho uma coleção de VHS em casa, eu e minha irmã é claro, ela também adora. Eu escuto mais internacional, mas daqui eu gosto de Barão Vermelho, Cazuza, Elis Regina, Rita Lee. Atualmente eu não gosto de nada muito. MGMT é o que eu tenho o escutado de hoje, eh um som meio tecno misturado anos 80. Madonna óbvio! Michael Jackson óbvio!

Michael Jackson, óbivio. Tu foi daquelas fãs que sofreu com a morte dele?
Sim, sofri muito. Chorei por três dias! Mas agora to começando a acreditar que ele não morreu mesmo, porque, sei lá se é coisa de fã também né... Mas sei lá eu to achando muito estranho, caixão fechado, normalmente se deixa aberto e depois dali acabou, não mostraram ele sendo velado e nunca mais falaram nada, a sei lá, não é coisa assim sonhadora, mas eu acho que não morreu, tá muito estranho. Até pode ter sido alguma coisa de interesse dele mesmo, de dinheiro, que ele tava marcando um monte de show... mas não sei, to começando a desconfiar.
Eu gosto muito dele, acho a história dele muito tri, por mais que ele tenha cometido loucuras... Mas eu admiro muito ele pelo o que ele fez pela música, ele foi um inovador, ele tinha o pensamento além do tempo dele. Mudou a história do vídeo clip, nunca mais foi o mesmo, ele que trouxe tudo isso então por esse fato mesmo que eu gosto dele, pela música.A vida dele foi bem peculiar, única. Não só pela música mas pela vida dele.
Quando eu cheguei em casa e liguei o rádio,a primeira coisa que eu faço quando chego em casa é ligar o rádio, tava tocando só Mikel, que felicidade, em todas as
rádios, fiquei muito feliz. Até que na Ipanema disseram “ Tá confirmado a morte de Mikel Jakson” – ai eu Sai correndo “não, não pode ser”, liguei todas as TVs e aparecia ele por tudo, falando que ele tinha morrido, bah, liguei pra minha irmã na hora. Ai quando ela chegou em casa ficamos as duas chorando juntas...
Como é a dor de perder um ídolo?
Não é uma dor de perder alguém da família, nunca perdi alguém próximo, mas não é a mesma coisa. É uma dor de pena, de tristeza, triste mesmo, bah eu fiquei muito
triste não queria que ele... mas agora eu já estou me conformando, eu sei que ele não morreu...


Cinema.
Eu adoro cinema, não tenho ido muito mas tenho alugado muitos DVDs. Atuais, os filme antigos eu vejo os meus VHS, tenho muitos mesmo. Esses dias eu vi TITANIC pela 23º vez. Eu amo TITANIC! Sempre choro.

Se tu pudesse mudar alguma coisa no filme. O que mudaria?
Não mudaria nada. Eu e minha irmã agente sempre fala “Esse filme é perfeito! A música, os atores, a história,...” Tudo encaixou.
Tu não tem nem vontade que ele não morra?
Não, não. Ele morre e no final eles se encontram. Não é nem pelo romance, eu não sou nem um pouco romântica, mas ele é tão triste, a história dos dois.
E quando tu começar a ver ele de novo, na 24º vez, tu vai sentir todas as emoções que o filme quer passar?
Eu acho que sim, por que até agora foi assim, na 23º foi, acho que na 24º também.

De ser, sentir e viver.

Por Davi Schmitz Martiny


Hoje com 29 anos, Lisiane cursa jornalismo na Unisinos, campus que habita a vários anos. É formada em publicidade na instituição e hoje trabalha na radio Unisinos como locutora. Mas sua vida é muito diferente das demais, pois desde muito cedo descobriu a espiritualidade e um jeito diferente de viver. Tem uma história muito rica onde deixou sua casa bem cedo e colocou a cara no mundo, fazendo as coisas do seu próprio jeito. Tendo um sentimento natural como o guia de sua vida.

Como tudo começou a mudar dentro de você?
Lisiane: Na realidade sempre tem dentro de ti uma partícula, uma semente... Que eu não diria rebelde, apesar de sempre ser considerada a rebelde da família. Com 18 anos eu conheci a espiritualidade, comecei a freqüentar um centro espírita.

Houve algum mestre que te auxiliou a encontrar está semente?
Lisiane: Jesus! Na época que quando me abriu isso, naturalmente fui virando hippie. Gostar da espiritualidade e depois caiu todas as religiões orientais, eu gosto do budismo tibetano que até tem aqui em três coroas. Tudo isso me abriu as portas para o lado espiritual e consequentemente para o lado natural né, que acaba te levando para um estado mais hippie de ser. E as pessoas pensam dos hippies uma coisa, mas derrepente para mim, dentro da minha proposta é outra.

É uma vida completamente diferente todos sabem. Nos primeiros tempos dos hippies eles foram considerados os “contracultura” e tem toda essa relação. Como foi, você saiu de casa e virou hippie?
Lisiane: Com 18 anos eu sai de casa. E naquela época eu era um estilo surfista vamos dizer, andava de skate. Mas vamos dizer eu fui hippie quando peguei a mochila. Comecei a fazer artesanato com 18 anos. Aos 21 conheci o meu namorado, atual marido, pai da minha filha. A gente se encontrou, tínhamos as mesmas idéias sobre a vida e a gente tinha visto o filme The doors (risadas) que abriu muito a mente. No filme tem o lance do “chamanismo”, que não é uma religião, é tipo uma doutrina onde tu encontra o teu animal de poder, onde tu vai pra dentro de ti mesmo. A gente tinha essas coisas em comum, começamos a namorar. Eu fazia artesanato e comecei a ensinar coisas para ele e hoje ele se revelou um baita artesão.

Vocês ficavam viajando, vendendo artesanatos, cantando e escutando rock’n roll?
Lisiane: Estudamos na unisinos dos 21 aos 26, eu fazia publicidade. Morávamos em Porto Alegre e viajávamos sim mas no verão 3 meses, mas sempre com a mentalidade de voltar e acabar a faculdade. Então quando eu botei o pé na estrada para virar hippie assim foi com 26 depois de me formar. E na realidade é fácil, porque os caras que a sociedade enxerga como hippie não tem estudo, não tem nenhuma condições de estudar. Foi mais uma decisão nossa assim de botar o pé na estrada, que era o que a gente sempre quis fazer. A gente é vegetariano e é uma característica viajar. Sempre amamos viajar mas como vamos viajar então? Vendendo nosso trabalho né! Isso os hippies fazem a muitos anos já. E acabamos virando hippies por termos toda uma filosofia de vida assim, mas foi algo natural. Pô a gente amava assim, anos 60, rock’n roll, psicodelia, vida colorida, natural. The doors, hendrix, mas eu diria mais os brasileiros litoralistas, caetano veloso, gilberto gil, os mutantes, todas as mensagens deles. É natural sabe, não foi algo assim eu quero ser hippie, e a natureza.

E o alimento vinha de onde, vocês tinham sua organização ou vinha das corporações industriais?
Lisiane: Não, não... o alimento vinha sim da industria.

Certamente deve ter passado por varias experiências durante o tempo na estrada. Existe algum fato muito marcante que gostaria de compartilhar?
Lisiane: Na época em que estávamos viajando fomos parar numa cidade chamada São Tomé das letras, no interior de minas gerais que é a meca hippie. E lá vivia um cantor chamado Ventania e o meu marido como é músico um dia encontrou ele e fizeram um show sem nunca ter tocado juntos e o show foi simplesmente maravilhoso, todo mundo pirou. Eu pirei no show sem usar nada, pura sintonia. E então eles convidaram o Rafael para tocar com eles, que é o sonho de qualquer hippie e músico. Ficamos quase um ano morando lá onde tem muitos hippies, artesãos e muitas doutrinas além da pedra são tomé que é vendida para o mundo todo. O Rafa também tocou com uma banda de rastafari e começamos a andar direto com eles.

Tem alguma relação entre os Hippies e os Rastafaris?
Lisiane: Tem sim, são muito parecidas. O lance do sentimento natural. Viver no meio da natureza, não se alimentar de outros seres né, viver na maneira mais natural possível e também tem a música e no fim se torna tudo a mesma coisa né, não tem nomenclatura, todo mundo é o que é.

Alguma coisa sobre drogas ou plantas? Parece ser automático assim: woodstock-hippies-drogas sabe.
Lisiane: Sim, sim. Isso é uma coisa inevitável. É natural assim, tem certas pessoas que tem uma tendência para expandir sua consciência, assim como tem outras que não, que não podem usar certas substancias porque podem ficar realmente loucas. Mas a gente participou de uma doutrina chamada Santo Daime que usa o sacramento da Eulasca que é uma bebida feita de uma raiz e de uma folha. Aqui na unisinos tem o grupo do Santo Daime na cadeira interdisciplinar de religião e o meu marido quando eu conheci ele fazia parte desses grupos. Tomei vários chás e até hoje a gente faz uns trabalhos assim. Já tive assim varias experiências psicodélicas, mas agora eu sou mãe e tal parei um pouco com essas coisas. A ganja também que é usada como um sacramento divino pelos rastas, que é uma coisa super natural. E viver desta maneira que as vezes tu acaba se deparando no caminho com plantas, que são plantas de poder que fazem você expandir a consciência e te levam para lugares muito maravilhosos.

Qual foi o lugar mais maravilhoso que você já visitou?
Lisiane: Dentro de mim mesma! Um lugar infinito dentro de mim mesma. Fecho os olhos e vou para lá, um lugar muito maravilhoso onde mora deus né, onde está o divino. Só que ao longo do tempo, da tua experiência tu acaba percebendo que bom é visitar este lugar sem nada, derrepente com meditação, ioga. É mais difícil, mas super possível.

E o momento de hoje, que você trabalha, tem seus artesanatos e não está mais viajando?
Lisiane: É, to na babilônia agora né. Trabalho na radio Unisinos agora onde sou locutora, eu adoro. Mais por causa da música, amo música, me identifico muito com ela, toco alguns instrumentos, meu marido é musico. E tenho também minha marca de roupa chamada Vibrações Positivas que faz bolsas, roupas, acessórios e a gente vende pela internet. Fizemos feiras, algumas festas também. Sempre nessa proposta de “faça você mesmo”, algo que vem do punk.

E a marca Vibrações Positivas está dando certo, como está a aceitação?
Lisiane: Nossa, da super certo. A gente já vive só disso a oito anos e é uma marca que já ta ficando conhecida. Já posso até abrir uma loja porque a procura é grande Temos em nosso apartamento um espaço que é tipo uma lojinha improvisada. Mas vendemos pela internet e enviamos para o brasil inteiro.


Houve momentos com muita dificuldade? Passaram por momentos em que não conseguiam vender seu trabalho nesse tempo em que estiveram na estrada vivendo a liberdade?
Lisiane: Pá cara! quando você faz esse trabalho artesanal nunca te falta dinheiro. A gente já fez mil reais numa feira por exemplo e decidiu viajar para o outro lado do brasil onde tinha uma festa de uma semana chamada Universo paralelo. Chegando lá com apenas quinze reias no bolso, só que na mochila tinha cinco mil reais de trabalho. Então a gente não se importava por estar com quinze, porque amanhã vou estar com quinhentos no bolso. Tu precisa saber onde está o teu público né e aí ir atrás dele.

Como foi para vocês ter uma filha?
Lisiane: A nossa filha é maravilhosa, super querida. Foi a melhor coisa que aconteceu na nossa vida. Legal que eu pude viajar, curtir muita coisa assim com a pessoa que eu amo, pessoa que eu quero que fiquei na minha vida junto. Oito anos só curtindo, beijando e tal, aí a gente teve nossa filha.

Você acha que hoje não é mais hippie?
Lisiane: Não, sou com certeza. Bá, hippie é uma coisa que ta na alma sabe, tudo natural. E apesar de eu tomar coca cola, eu sou hippie sim (risadas).

Jornalista sob duas rodas

Por Larissa S. Luvison

André Sharaiane Pereira, motoboy que já teve muitas experiências na vida, já trabalhou com crianças e hoje trabalha no trânsito perigoso de Porto Alegre para poder pagar a faculdade de jornalismo na Unisinos, uma pessoa calma que demonstra o que pensa.
Seus dreads looks são uma marca registrada de uma personalidade forte.




Como foi dar aulas de inglês para crianças?

Bem diferente, descobrimos a profundidade apenas no momento. O legal de ensinar as crianças é que o intelecto delas não rejeita o que se aprende.



Como surgiu o emprego de motoboy?

Sempre gostei de trabalhar com liberdade, sem se preocupar com horários, assim como rotina. E é fácil premeditar a profissão apenas comprar a moto e se escrever.



Mudaria alguma coisa em favor aos motoboys se pudesse mexer na legislação?

Lance não na legislação, lance trabalhista, mais digno, é muito fácil para ser motoboy deveria ter mais dificuldade, traçar um perfil psicológico, não basta ter apenas a carteira.



Existem alguns preconceitos com a profissão motoboy?

Existe. Pelo fato da facilidade em ter um moto, caras foragidos compram moto, trabalham um pouco, e depois assaltam as pessoas e fica o preconceito com os trabalhadores honestos que trabalham sério.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Simplesmente de bem com a vida





Cristiane Silveira Vieira, 18 anos, estudante de Jornalismo, recepcionista, secretária e organizadora de eventos de uma empresa, em Gravataí, onde mora com seus pais e irmãos. É apaixonada pelo Grêmio, adora ir à academia e ama de paixão a sua família. Mas, o que mais chama atenção é que sabe por que escolheu o jornalismo e se sente melhor espiritualmente depois que começou a frequentar uma casa espírita. Confira na entrevista.

Por Jaqueline de Sá Machado Rodrigues.
Foto Jaqueline de Sá Machado Rodrigues.

Jaqueline de Sá M. Rodrigues – De onde vem este amor pelo grêmio? Como isso tudo começou?
Cristiane Silveira Vieira - Tudo começou em 1991, quando nasci. Minha família é gremista, sendo que meu pai é gremista doente, só não vai aos jogos. Comecei a frequentar o estádio desde pequena, por volta dos oito anos. Ia com meu padrinho e sempre fui muito fascinada pelo futebol (pelo grêmio, principalmente). Hoje, sou sócia, mas vou aos jogos com um ônibus do grêmio, que sai da parada 79, de Gravataí. Para não perder um jogo e desde que não tenha motivos de força maior, vou sozinha, se preciso for, pois o Grêmio é um amor que trago desde sempre. Pra mim, é mais que futebol. Faz parta da minha vida, da minha família, da minha existência. Jamais viveria sem.


Jaqueline - Por que gosta de ir à academia?
Cristiane - Porque gosto de me sentir bem fisicamente.

Jaqueline – Desde quando começou a frequentar casa espírita?
Cristiane – Tudo começou pelo meu pai que, desde jovem, não se convencia das respostas que algumas religiões davam. Depois de ler livros espíritas e estudar este assunto, as suas dúvidas passaram a serem sanadas. Descobriu o espiritismo e meus pais passaram as frequentar a casa espírita. Com o tempo, meus irmãos e eu. Assistíamos às palestras e recebíamos os passes. Depois, passaram a ser voluntários na casa. Gostei e pensei que seria legal ajudar um pouco quem precisava mais. Inscrevi-me e sou voluntária há um ano. É muito bom trabalhar lá, pois nos sentimos importantes e úteis a outras pessoas. Sinto-me muito melhor de espírito, as coisas têm dado mais certo. Posso dizer que me tornei uma pessoa melhor.

Jaqueline – O que mais te agrada no espiritismo? E com o que não simpatiza?
Cristiane – Tudo no espiritismo me agrada. TUDO. Porque somos praticantes do bem e da Caridade, e acreditamos que já morremos e vivemos centenas de milhares de vezes.

Jaqueline – Por que jornalismo?
Cristiane – Porque sou bem comunicativa e adoro a língua portuguesa. Meu objetivo é me tornar uma grande repórter e trabalhar pelo mundo afora, pois adoro viajar e conhecer lugares diferentes. Sei que a profissão que escolhi não é fácil, mas me esforçarei ao máximo para que tudo ocorra como planejo. E, se tudo der certo, o Brasil terá uma grande jornalista representando o público Gravataiense.

Jaqueline – Se não fosse o jornalismo, qual curso faria?
Cristiane – Algo relacionado à moda, pois sou muito criativa e adoro inventar.


Jaqueline – O que faz pra liberar o estresse da rotina?
Cristiane – Academia, jogos do Grêmio e festas. Adoro festas.
  
Jaqueline – O que te alegra? E o que te entristece?
Cristiane – O que me alegra é ver a família reunida (pais, irmãos, avós, tios e primos). Isso me deixa extremamente feliz. Ver meus familiares sofrer, me entristece. Se a família está bem, também estarei.

Jaqueline – Me conte um pouco sobre a tua família, a tua vida com ela.
Cristiane – Nossa, fico até sem palavras. Minha família é tudo pra mim, minha base, meus tesouros. Meu relacionamento com meus pais é simplesmente maravilhoso. Pessoas de um coração gigantesco, são caridosas, generosas. Na verdade, são os meus heróis. Quando crescer, quero ser a metade da mulher que minha mãe é. (risos). Com os meus irmãos, como em qualquer outra família, brigamos de vez em quando, pois é coisa de irmãos. Mas, apesar de tudo, somos bem unidos.  Quanto a minha família, só tenho a agradecer a Deus, pois tive muita sorte.

Jaqueline – Pra ti, o que é felicidade?
Cristiane – A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo, não do estado material ou do meio em que vive. É a família reunida com saúde. É ter o carinho e o aconchego deles. Ter um lar acolhedor, o que comer. Isso é a maior felicidade que o ser humano pode ter. O resto é consequência.

Jaqueline – Te imagine viajando, pensando em curtir cada momento, após um ano intenso de trabalho como jornalista. De repente, te depara com um acidente de carro, que tu sabe que poderá render uma ótima reportagem. O que faria, sendo jornalista?
Cristiane – Se sei que renderá uma boa matéria, faria a reportagem, com certeza. Não importa se estarei de férias ou não. É meu trabalho.

Jaqueline – Se pudesse voltar ao tempo, o que faria/viveria novamente? E o que deixaria de fazer/viver? Por quê?
Cristiane – Seria aos meados dos 10 anos, na época em que vivia com meus primos, que eu tanto amo, e que brincávamos de “arrisque sua vida”. Andávamos em cima dos muros e telhados, éramos verdadeiros terrores. Que saudades! Deixaria de viver o que vivi na morte do meu avô, acho. Foi um choque. Por esse motivo, sou uma pessoa muito nervosa.

Jaqueline – Uma frase. Uma lição de vida. Uma mensagem.
Cristiane – “Quando tu nasceste, enquanto todos sorriam, só tu choravas." 
“Leve tua vida de tal maneira que, quando partires, enquanto todos choram, só tu sorri.” 
“Não devemos fazer caridade com vista à retribuição, e sim pelo simples fato de fazê-la."


Sempre quis fazer uma matéria com alguém assim, tão alto-astral e de bem com a vida. Inicialmente, fiz uma reportagem, mas depois que li suas respostas por e-mail, resolvi fazer uma entrevista, e simplesmente adorei! A Cris é alegre, fala com um jeito menina-mulher, tem um amor incrível à família e passou por alguns momentos bem difíceis, já superados. A sua energia positiva, levarei sempre comigo.